Imagine um comprimido para o seu estado de estresse….Hoje necessitamos soluções práticas para melhorar nossa produtividade. O bem estar seria a base da produtividade. Se você não se sente bem, não produz. Traduzir de forma bioquímica o bem estar é uma espécie de equilíbrio entre as moléculas. E esta é uma das promessas da Ashwaganda.

Ashwagandha (Withania Somnifera) ou Ginseng indiano, é uma planta medicinal que tem sido utilizada na medicina tradicional em muitas partes do sul da Ásia há milênios. Seu nome em sânscrito significa “odor de cavalo” relacionando o cheiro de sua raiz.

Seu mecanismo de ação ainda não é totalmente compreendido, suas recomendações são principalmente para o aumento da energia e melhorar o desempenho humano, também é usada contra uma variedade de outras condições – artrite, ansiedade, insônia e bronquite, doenças neurodegenerativas e cânceres. O mecanismo exato de ação para mediar uma lista grande de doenças não foi desvendado até agora, talvez devido ao fato de que Ashwagandha, em termos gerais, promove condições homeostáticas que permitem o bem-estar fisiológico ideal.

Esta ideia é endossada por praticantes ayurvédicos, onde Ashwagandha é reconhecido como um adaptógeno, sugerindo ainda que pode ou não ter efeitos diretos contra a doença, mas tem implicações em restabelecer a homeostase e a estabilidade fisiológica. No entanto, ainda não contamos com estudos científicos precisos que avaliem esses fenômenos. Temos hoje artigos limitados sobre a potência, eficácia e efeitos colaterais das preparações específicas de Ashwagandha que estão disponíveis no mercado.

A maioria das discussões sobre as propriedades anti câncer pertence à sua capacidade de ativar a apoptose celular (MORTE CELULAR PROGRAMADA), nas células cancerígenas.Como mencionado anteriormente, o papel da Ashwagandha na regeneração e no rejuvenescimento pode potencialmente ser fundamental para melhorar a longevidade e a qualidade da vida humana. A influência da Ashwagandha no sistema imunológico é bem documentada. De fato, estudos em humanos  analisaram os desfechos imunológicos sugerindo que o mecanismo de ação é impulsionado pela ativação de linfócitos e células NK. A planta também demonstrou modular importantes processos de sinalização celular, como a autofagia. Talvez deste aspecto venha seu benefício nos estressados.

DOSES  E MODO DE PREPARO:

Alguns antigos, sugeriam misturar a Ashwagandha com leite, porém sugiro diluír em água, suco ou até no preparo de um chá. Uma opção simples e com garantia de ativos é consumir em cápsulas. Sugiro o extrato da raíz, de preferência de algum laboratório confiável. Apesar da baixa toxicidade, as doses devem ser individualizadas. Se você pretende testar essa planta poderosa, sugiro que converse com seu médico ou nutricionista.

Além disso existem vários métodos de  extração e isolar seus ativos. Cada formulação tem uma potencia. Alguns produtores utilizam as raízes apenas, outros as folhas.

Quanto a toxicidade: Relatos dos principais efeitos colaterais de Ashwagandha são relativamente escassos, tornando-se  atraente para a prevenção  também.Um estudo  para avaliar sua toxicidade aguda em ratos Wistar, mostrou que mesmo após 14 dias de doses cavalares  (2000 mg / kg de extrato da raiz), nenhuma mortalidade ou sinais de toxicidade foram observados.

A menor dose efetiva para o uso agudo de ashwagandha ou talvez mais econômica, é de 300-500mg/dia. Outros sugerem até 6.000mg por dia, geralmente dividida em três doses (2.000mg) e, enquanto 300-500mg é eficaz para a maioria das situações, uma dose menor de 50-100mg pode ser vista como eficaz em alguns casos, como reduzir a imunossupressão observada com o estresse e dar uma disposição. Enquanto aguardamos a ciência com mais dados, a auto observação se faz muito importante nestes casos. Sentir qual a menor dose para o efeito desejado em cada caso é uma ótima alternativa.

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Referências:

1)Withania somnifera: An Indian ginseng Pharmacology Division, University Institute of Pharmaceutical Sciences, Panjab University, Chandigarh — 160 014, India

2) Dushani L. Palliyaguru, Withania somnifera: from prevention to treatment of cancer,

Mol Nutr Food Res. 2016 Jun;60(6):1342-53.

3). Prabu PC, Panchapakesan S, Raj CD. Acute and sub-acute oral toxicity assessment of the hydroalcoholic extract of Withania somnifera roots in Wistar rats. Phytother Res. 2013;27:1169–1178.

4) https://examine.com/supplements/ashwagandha/